Então eu pergunto para quem eles escrevem e é isso que eles respondem: “Para mim, para mim, para mim, para mim, para mim! Para mim! Olhem todos para mim!”
Ok, estou exagerando. Geralmente eles não gritam, mas a resposta é sempre algo sobre eles mesmos, nunca sobre o público. Eles me contam o que o livro, a postagem no blog ou o texto significa para eles. A maioria das pessoas escreve pensando apenas em si mesmas e não no público.
E é exatamente por isso que ninguém se importa com o que eles escrevem.
É engraçado que Tucker Max esteja dizendo isso para você não se concentrar em si mesmo, não é? Porque você provavelmente está pensando: "Você não vendeu milhões de livros que só falavam sobre você?"
Na verdade não.
Meus livros são o exemplo perfeito da maneira correta de fazer isso. Meus livros venderam milhões de cópias porque são histórias engraçadas sobre coisas estúpidas que eu fiz e divertem o leitor. Mesmo que você leia todos os meus livros do começo ao fim, você ainda não saberá quase nada sobre mim. Tudo é escrito para o leitor.
E essa é a única regra inquebrável para um conteúdo excelente: Para que seu conteúdo seja excelente, foque no leitor, não em você.
O que eles ganham com isso? Por que se importam? Qual a importância disso para eles?
Aposto que você já entende isso, pelo menos intelectualmente. Todos nós somos consumidores exigentes de produtos e serviços, e é assim que decidimos o que ler — calculando se é interessante ou se nos trará valor.
Mas quando os papéis se invertem e as pessoas começam a tentar escrever seu próprio conteúdo, elas perdem a cabeça e, de alguma forma, acham que todos têm que prestar atenção nelas só porque elas querem. É como se, como sociedade, tivéssemos decidido ser compradores perfeitamente racionais e vendedores totalmente irracionais.
A maioria das pessoas vê a sua escrita como uma parte de si mesmas, como uma representação da sua identidade ou algum tipo de validação pessoal. Elas pensam que receber atenção pela sua escrita irá confirmar e validar a sua ideia e, consequentemente, a si mesmas. Eu tenho visto isso repetidas vezes.
Eu diria que menos de 10% dos textos que vejo realmente visam agregar valor ao público. O restante, em última análise, diz respeito ao escritor, não ao público. Você provavelmente também está cometendo esse erro, sem nem perceber.
É exatamente com isso que lidamos todos os dias em nossa nova editora. Quando começamos, acreditávamos que o serviço mais importante que oferecíamos aos autores era economizar tempo para eles (nosso processo transforma ideias em livros em cerca de 20 horas). Essa economia de tempo é ótima, mas o verdadeiro valor que oferecemos aos autores vem de ajudá-los a enxergar exatamente a sabedoria que possuem e que é interessante para outras pessoas — e essa é a única maneira de chamar a atenção para o seu livro.
Existem três perguntas básicas que, se você responder com honestidade e precisão, garantirão que você não quebre essa regra fundamental:
- Por que você está escrevendo este conteúdo?
- Qual público você precisa atingir com isso?
- Por que eles se importariam?
Você percebe o que esse processo faz? Ele centra toda a discussão no público, e não em você.
Vou dar um exemplo específico de como conduzimos um autor por esse processo, como transformamos seu livro, que era um fracasso, em algo que chamou muita atenção, e isso mostrará como você pode fazer o mesmo com sua escrita (ou produto). Esse empreendedor queria escrever um livro sobre como construiu uma grande empresa de encanamento comercial, a fim de aumentar sua visibilidade no setor e atrair clientes. Ele tinha muito orgulho da sua empresa e queria que mais pessoas a conhecessem (e acho que, secretamente, ele tinha visões de que esse livro o colocaria ao lado de empresários famosos como Jack Welch e Sheryl Sandberg). Havia um pequeno problema. Ninguém quer ler um livro autopromocional sobre encanamento (não vou fazer a piada óbvia sobre cocô aqui).
Nós o guiamos nesse exercício e ele percebeu que o público que ele precisava atingir para alcançar seu objetivo (pessoas que compram serviços de encanamento comercial ou se interessam pelo setor de encanamento) nunca leria seu livro — a menos que ele dissesse algo de seu interesse.
Então, fizemos a ele uma série de perguntas sobre encanamento, os problemas do setor, suas experiências e percebemos algo: ele tinha uma maneira incrível de avaliar e especificar projetos comerciais que era verdadeiramente revolucionária (pelo menos dentro do que se pode revolucionar no ramo de encanamento). E adivinhem? Essa informação seria incrivelmente valiosa exatamente para o público que ele precisava atingir — pessoas que compram serviços de encanamento comercial.
Foi assim que seu livro se transformou — no guia definitivo sobre como avaliar e especificar projetos de encanamento comercial.
Isso não o colocará ao lado dos titãs dos negócios, mas o colocará exatamente diante das pessoas que ele deseja (clientes em potencial), exatamente da maneira que ele deseja, para atingir seu objetivo.
E isso só está acontecendo porque ele usou sua sabedoria para ajudar seu público a alcançar seus objetivos.
Entende como essa regra funciona? Essa é a chave para chamar a atenção para qualquer texto — livros, posts de blog, até mesmo tweets — primeiro, faça com que seu texto seja sobre a outra pessoa, ajude-a a alcançar seus objetivos e isso a inspirará a se envolver com seu texto e, em seguida, a compartilhá-lo com outras pessoas.
Esse é o único tipo de texto que interessa a alguém — porque o texto ajuda a pessoa, não a você.
Como diz minha amiga Justine Musk: "A questão não é como o mundo pode atender às suas paixões, mas sim como suas paixões podem atender ao mundo."
___
by TUCKER MAX
fonte: Empreendedor






